As águas da Praia da Aparecida , em Santos, receberam neste sábado (10) o 9º Festival Brasileiro Feminino KaOra de Canoas Havaianas . Em pleno Outubro Rosa , o evento reuniu mulheres que encontraram na canoa havaiana um caminho de recuperação — física, emocional e social — após o diagnóstico de câncer de mama. Competição com história em cada remada Foram 24 equipes no total: 14 na categoria Wahine, com percurso de 4 km, e 10 na categoria KaOra, de 400 m. Mas o pódio dividiu espaço com histórias de superação. Alice Miyasiro, 73 anos , sobreviveu a dois cânceres — de mama em 2009 e renal em 2019 — e esteve presente em todas as nove edições do festival. Denise Campolini, 69 , diagnosticada há 15 anos, está no projeto desde o começo. Vera Lúcia Anastácio, 62 , cega, rema há um ano. Para todas, o mar é muito mais do que pista de competição. Uma década de esporte como remédio O projeto chega a 10 anos de existência em 2026. Atende 128 mulheres gratuitamente , com suporte de 18 profissionais, usando o esporte para reabilitação física, cognitiva e emocional. A iniciativa é viabilizada pela Prefeitura de Santos (Secretaria de Esportes e Promifae) e por entidades como Canoa Brasil, ABRACHA e a Liga Santista de Va'a. Outubro Rosa, orla em movimento e o comércio local O mês de conscientização sobre o câncer de mama movimenta uma cadeia inteira de serviços e produtos ligados ao cuidado e ao bem-estar. Eventos na orla de Santos — como o KaOra — atraem público, geram fluxo nos arredores e colocam em evidência negócios que atendem mulheres ativas. No bood, lojas de artigos esportivos, academias e serviços de saúde da Baixada Santista têm um público que vive o esporte como prioridade.