O Banco Central publicou nesta quarta-feira (2) um diagnóstico direto: com a taxa Selic em 14% ao ano , o endividamento segue pressionando a condição financeira de famílias e empresas . O patamar elevado é mantido para conter a inflação, mas o próprio BC reconheceu que o peso dos juros já se reflete no dia a dia do crédito. O que isso significa na prática Para quem compra: parcelas mais caras, limites de crédito mais apertados e financiamentos com custo maior. O consumidor pensa duas vezes antes de parcelar — e o tíquete médio tende a encolher. Para quem vende: fornecedores cobram mais, capital de giro fica caro e o cliente demora a voltar. Quem depende de crédito para girar estoque sente o aperto mais rápido. Medidas em preparo O BC sinalizou que está preparando medidas para amenizar o impacto. Os detalhes ainda não foram divulgados, mas a expectativa do mercado é que envolvam mecanismos de renegociação de dívidas e estímulo ao crédito direcionado. O que o comerciante pode fazer agora Em cenários de juro alto, a prioridade é visibilidade sem custo fixo. Aparecer para quem já está perto e pronto para comprar reduz a dependência de publicidade paga e ajuda a manter o fluxo de caixa. Plataformas como o bood colocam o negócio na tela do celular do cliente no momento da decisão — sem parcela e sem contrato.