Quem cruza o estuário de catraia entre Santos e Vicente de Carvalho já percebeu a diferença no bolso: o pagamento por Pix agora custa R$ 4 , enquanto quem paga em dinheiro continua desembolsando R$ 3 . A cobrança extra de R$ 1 para o meio digital aparece em aviso fixado no ponto de embarque do lado do Guarujá — do lado de Santos, nenhuma placa informa o reajuste. O que mudou na prática A travessia dura cerca de oito minutos, comporta até 20 passageiros por viagem e atende aproximadamente 14 mil pessoas por dia . Até então, o valor era o mesmo independentemente da forma de pagamento. Agora, quem opta pelo Pix paga um terço a mais. Pode cobrar diferente pelo Pix? O advogado especialista em direito do consumidor Rafael Quaresma aponta que a prática é questionável. Segundo ele, o fornecedor não pode diferenciar preço pelo meio de pagamento, principalmente quando isso resulta em acréscimo para o consumidor. A Associação dos Catraieiros não se pronunciou sobre o assunto. O que muda para quem trabalha na região Para comerciantes e trabalhadores que dependem da travessia diária, R$ 1 a mais por trecho — ou R$ 2 no ida e volta — pode somar mais de R$ 40 por mês . Se você tem comércio em Vicente de Carvalho ou na região do Mercado, vale ficar atento: a forma de pagamento dos seus clientes e funcionários no transporte também afeta o custo de vida de quem circula entre as duas cidades. Estabelecimentos de Santos, Guarujá e região que aceitam Pix, cartão e outras formas de pagamento estão no bood — uma busca rápida mostra quem está perto e como pedir.