O Congresso Nacional aprovou na quinta-feira (3 de setembro) a medida provisória que torna permanente o fim da chamada "taxa das blusinhas" — a cobrança adicional de 20% de imposto de importação que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. O que era a taxa Criada em 2024, a alíquota extra de 20% foi uma tentativa do governo de equilibrar a concorrência entre varejistas estrangeiros e o comércio nacional. Na prática, uma blusa de R$ 100 comprada em site internacional passava a custar R$ 120 só de imposto de importação, além do ICMS estadual de 17% que já incidia. Por que mudou agora O governo editou uma medida provisória suspendendo a cobrança, mas o efeito era temporário: se o Congresso não convertesse a MP em lei até 8 de setembro , a portaria que estabelecia os 20% voltaria a valer automaticamente. Com a votação desta quinta, o fim da taxa passa a ser definitivo. O que muda para o consumidor Compras internacionais de até US$ 50 voltam a pagar apenas o ICMS de 17% , sem a sobretaxa federal O preço final de produtos importados baratos fica mais próximo do valor de vitrine A medida vale para encomendas postais e remessas de e-commerce cross-border E o comércio local, como fica? O fim da taxa reacende a preocupação de lojistas brasileiros que competem diretamente com plataformas asiáticas, especialmente nos segmentos de moda, acessórios e eletrônicos de baixo custo. Para o comerciante da Baixada Santista e do litoral, a resposta não está em preço — está em proximidade, atendimento e conveniência . Quem compra no bairro experimenta antes, troca na hora e não espera semanas pelo frete. Lojas de moda e vestuário da região que estão no bood já oferecem essa vantagem: o cliente encontra o produto, vê avaliações de vizinhos e resolve sem sair do CEP.