Abastecer caminhão ficou mais caro de novo. Na primeira quinzena de outubro, o diesel comum chegou a R$ 7,20 por litro na média nacional, 6,67% acima do que custava na segunda metade de setembro. Os números são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha os valores cobrados nos postos de todo o Brasil, e foram divulgados nesta terça-feira (20). Os números da quinzena Diesel comum: R$ 7,20 o litro, alta de 6,67%; Diesel S-10: R$ 7,46, alta de 5,07%; Etanol: R$ 4,31, alta de 2,38%; Gasolina: R$ 6,73, praticamente parada (+0,15%). No ano, o diesel comum já acumula 15,2% de aumento : em janeiro, o litro saía por R$ 6,25. O valor atual ainda fica abaixo do pico de abril, quando a média do mês bateu R$ 7,51. Por que o preço subiu O Brasil produz petróleo, mas suas refinarias não dão conta de todo o diesel consumido no país, e parte precisa vir de fora. Em agosto, segundo a ANP, o produto importado respondeu por 23,14% das vendas de diesel A. Com isso, qualquer solavanco no mercado internacional bate rápido nas bombas daqui. E o mercado está agitado: com o agravamento dos conflitos no Oriente Médio, o barril do Brent voltou a passar de US$ 111 nesta terça, o nível mais alto em cinco meses. Para segurar parte da alta, o governo federal elevou na semana passada o subsídio ao diesel importado de R$ 2,12 para R$ 3,52 por litro, por 30 dias inicialmente. A ajuda existe desde maio. Como ficou nas regiões Sul: teve as maiores altas — o diesel comum subiu 11,70%, para R$ 6,97; Sudeste: junto com o Sul, segue com o diesel comum mais barato entre as regiões, R$ 6,97 em média; Centro-Oeste: diesel comum a R$ 7,21 e o S-10 mais caro do país entre as regiões, R$ 7,62; Norte: os combustíveis mais caros, com diesel comum a R$ 7,75 e gasolina a R$ 7,25. Entre os estados, Roraima teve o diesel comum mais caro (R$ 8,19) e Minas Gerais, o mais barato (R$ 6,91). O Paraná registrou a maior alta, de 12,66%. Para quem roda a carro flex em São Paulo, uma notícia melhor: o estado tem o etanol mais barato do país, a R$ 4,03. O que muda para o comércio do bairro O diesel puxa o caminhão que traz a mercadoria do atacado, a van de entrega e boa parte da produção agrícola. Quando ele sobe, o frete sobe junto, e esse custo costuma chegar ao preço final em algumas semanas. Para o lojista, vale rever o valor da entrega, juntar pedidos com fornecedores e acompanhar as margens de perto. Para quem compra, uma saída é dar preferência a quem está perto: loja do bairro, entrega curta, menos quilômetro rodado. No bood você encontra os comércios da sua cidade, inclusive oficinas de mecânica diesel para deixar o caminhão regulado e gastando menos combustível.