A guerra dos Estados Unidos contra o Irã completou seis meses em 28 de agosto e o balanço expõe limitações que a maior potência militar do mundo preferia manter fora dos holofotes. São 13 mil ataques realizados, cerca de 1.200 mísseis e drones iranianos interceptados e um custo estimado de R$ 194 bilhões — com pedido de mais R$ 346 bilhões ao Congresso para repor arsenais. Números que pesam Mísseis Tomahawk: cerca de 1/4 do estoque de 4.500 unidades já foi consumido. Cada unidade custa quase R$ 7 milhões; mísseis ATACMS saem por cerca de R$ 5 milhões cada. Porta-aviões: dos 11 nucleares, apenas 2 estão em operação ativa. O USS Gerald Ford deixou o teatro com problemas de infraestrutura a bordo. O USS Abraham Lincoln esticou missão de 90 dias para 9 meses, com relatos de condições insalubres e crises de saúde mental entre tripulantes. Efeito cascata: a Ucrânia viu entregas de mísseis de interceptação caírem 2/3; o Japão aguarda 400 Tomahawk com atraso indefinido. A resposta iraniana O bloqueio ao Estreito de Hormuz e os bombardeios à Quinta Frota no Bahrein revelaram a eficácia de uma estrutura de comando descentralizada. O Irã retaliou desde o primeiro dia e manteve pressão constante com um bloqueio naval de 20 embarcações, forçando os EUA a operar em ritmo difícil de sustentar logisticamente. Por que importa para quem está longe do conflito O orçamento de defesa americano, projetado em R$ 7 trilhões para 12 meses, pressiona juros globais e influencia o custo de capital em economias emergentes como o Brasil. Para quem administra um negócio local, o impacto chega pelo câmbio, pelo preço de combustível e pelas condições de crédito. Acompanhar esses desdobramentos ajuda a antecipar movimentos que afetam a rua — e o bood é onde essa rua se encontra.