Os 14 mapas táteis instalados no Novo Quebra-Mar , na Praia do José Menino, viraram tema de aula. Na quarta-feira (21), cerca de 20 alunos da Fábrica de Cultura de Santos conheceram os bastidores do projeto, em um encontro promovido pela Bibliotech, o espaço de leitura e tecnologia da instituição, na Vila Criativa da Vila Nova, no Paquetá. Como os mapas funcionam Ficam espalhados pelo parque e ajudam pessoas com deficiência a se orientar e chegar às atrações Trazem textos em braile Têm QR Codes que abrem conteúdos com audiodescrição e interpretação em Libras São ligados entre si por pisos táteis que percorrem toda a área Do laboratório para a orla O educador Vinícius Ladivez, do Ateliê Maker, e Gabriela Queiroz Freire, da sala de leitura da Bibliotech, mostraram aos estudantes o passo a passo: modelagem, impressão 3D , corte a laser e rodadas de teste com frequentadoras do Lar das Moças Cegas . A arquiteta Daniella Yamana, da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), que desenvolveu o projeto, contou que a opinião de pessoas com deficiência mudou o desenho final. As formas foram simplificadas, e cores, texturas e materiais foram escolhidos a partir desses testes. Acessibilidade também é bom negócio O Novo Quebra-Mar recebe muita gente, e um parque acessível amplia o público que circula pela orla do José Menino. Para quiosques, lanchonetes e lojas da região, a lição do projeto vale para o balcão: cardápio legível, entrada sem degrau, atendimento paciente e, se possível, alguma informação em braile ou por QR Code fazem diferença para quem tem deficiência e para quem o acompanha. No bood , os comércios do bairro podem contar no perfil quais recursos de acessibilidade oferecem.