A taxa de inadimplência média nas operações de crédito bancário subiu de 4,6% em junho para 4,9% em julho , segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Banco Central. O patamar é o maior da série histórica revisada pela autoridade monetária, iniciada em março de 2011 — e chama atenção porque avança mesmo com o programa federal Desenrola 2.0 em vigor. O que os números dizem 4,9% — taxa de inadimplência média total em julho de 2026 4,6% — taxa registrada em junho, já considerada elevada O salto de 0,3 ponto percentual em um único mês indica aceleração do endividamento Por que o Desenrola não segurou O Desenrola 2.0 facilita renegociações e dá fôlego a quem já está devendo, mas não impede novos calotes. Quando os juros seguem altos e a renda não acompanha, o efeito do programa é limitado: ele trata o estoque de dívida, não a geração de inadimplência nova. O que muda para quem tem comércio Inadimplência recorde tem reflexo direto no balcão. Cliente endividado compra menos, parcela mais e atrasa pagamentos. Para o lojista, três cuidados ganham urgência: Controlar o crédito próprio — fiado e parcelamento direto viram risco maior nesse cenário Diversificar formas de pagamento — Pix e débito evitam a inadimplência do cartão Reforçar o fluxo de caixa — manter reserva de pelo menos um mês de despesas fixas ajuda a absorver atrasos Comércio local no bood Num momento de crédito apertado, visibilidade faz diferença. Estar no bood ajuda o comércio local a alcançar clientes que estão buscando opções perto de casa — e a vender sem depender de crediário.