O músico e compositor uruguaio Rubén Rada morreu na quarta-feira (26), aos 83 anos , em decorrência de uma pneumonia. Com mais de 40 discos lançados ao longo de décadas e um Grammy de Excelência Musical recebido em 2011, Rada era uma referência incontornável da música do Rio da Prata. Uma trajetória que cruzou fronteiras De origem humilde, Rada começou tocando em bares e navios antes de formar o grupo El Kinto e, depois, a banda Tótem — projetos que ajudaram a redefinir a música uruguaia. Sua especialidade era a fusão: candombe com rock, jazz e pop, numa combinação que só ele conseguia fazer soar natural. Entre os trabalhos mais reconhecidos estão "Loco de amor" (1998, com o grupo espanhol Ketama) e "Muriendo de Plena" (2000). Percussionista, compositor e ator, Rada lançou seu último álbum de estúdio, "Garmurgatrónica" , em 2025. Legado que ecoa por aqui Rada era ícone da comunidade afro-uruguaia e referência para músicos de toda a América do Sul. Na Baixada Santista, onde a cena musical independente se mantém ativa em bares, casas de show e festivais, a perda de artistas desse calibre reforça a importância de valorizar quem mantém a música ao vivo de pé — do palco ao balcão.