As operações de resgate na fronteira entre o Nepal e o Tibete (China) foram retomadas nesta sexta-feira (28) após uma interrupção de várias horas. Os trabalhos haviam sido suspensos por causa do risco de uma nova inundação na região devastada por uma avalanche na quarta-feira (26) . O número de mortos já chega a 469 — o triplo do balanço inicial. O que aconteceu Uma avalanche de grandes proporções atingiu a região montanhosa entre Nepal e Tibete na última quarta-feira. O deslizamento provocou inundações repentinas que arrastaram vilarejos inteiros. As equipes de resgate, que atuam em terreno de difícil acesso, enfrentam condições climáticas instáveis e o temor de novos deslizamentos. Situação atual Centenas de pessoas ainda estão desaparecidas. As buscas envolvem equipes do Nepal e da China, que trabalham dos dois lados da fronteira. A suspensão temporária do resgate na quinta-feira ocorreu quando autoridades identificaram risco de transbordamento em lagos formados pelos destroços — o que poderia causar uma segunda onda de destruição. Solidariedade e ação local Desastres naturais dessa magnitude lembram que nenhuma comunidade está imune a emergências. No litoral paulista e no sul do Brasil, chuvas fortes já causaram estragos semelhantes em anos recentes. Para quem quer ajudar, organizações como Cruz Vermelha e UNICEF costumam abrir canais de doação em catástrofes desse porte. E no dia a dia, fortalecer o comércio do próprio bairro — apoiando quem está perto — é uma forma concreta de construir resiliência comunitária.