Pecuaristas do noroeste de São Paulo enfrentam uma crise grave provocada por forte infestação de mosca-do-estábulo ( Stomoxys calcitrans ). O inseto ataca o gado para se alimentar de sangue, debilitando os animais a ponto de provocar mortes no rebanho e gerar prejuízos significativos. Como a praga age Diferente da mosca doméstica, a mosca-do-estábulo pica e suga sangue . Quando a população do inseto explode, o gado sofre estresse constante, perde peso, reduz produção de leite e fica vulnerável a infecções secundárias. Em casos extremos, a debilitação acumulada leva à morte do animal. A proliferação se agrava na presença de resíduos orgânicos acumulados — bagaço de cana, esterco e palha úmida são criadouros ideais. Períodos quentes e secos, como o que o noroeste paulista atravessa, aceleram o ciclo reprodutivo da praga. O impacto no bolso do produtor Cada animal que para de ganhar peso ou que morre é perda direta. Somam-se os custos com inseticidas, mão de obra extra para manejo sanitário e, em muitos casos, a necessidade de remanejar o rebanho para áreas menos afetadas. Para pecuaristas que operam com margens estreitas, uma infestação prolongada pode comprometer o resultado do ano inteiro. E a cadeia que chega ao balcão Quando a produção pecuária sofre, o efeito se propaga: açougues, mercados e restaurantes que compram carne e laticínios da região podem enfrentar oscilação de oferta e reajuste de preço. Para quem trabalha nesses segmentos no interior paulista ou na Baixada Santista, vale acompanhar a situação e manter fornecedores alternativos no radar. No bood, açougues, mercados e casas de carnes estão conectados — dá para encontrar quem está abastecido e operando normalmente.