Entra em vigor nesta segunda-feira (1.º de setembro) uma mudança nas regras do Pix que interessa diretamente a quem vende: o Banco Central ampliou de 30 para 80 dias o prazo para analisar pedidos de devolução feitos pelo MED (Mecanismo Especial de Devolução), ferramenta criada para recuperar valores em caso de fraude. Que golpe essa regra combate O esquema funcionava assim: o golpista comprava um produto ou serviço, pagava por Pix e depois acionava o MED alegando fraude. Como o prazo de análise era curto (30 dias), muitas vezes o banco devolvia o dinheiro antes de concluir a investigação — e o comerciante ficava sem a mercadoria e sem o pagamento. Era o chamado golpe do estorno , que penalizava justamente quem vendia de boa-fé. O que muda agora Prazo de análise sobe de 30 para 80 dias — mais tempo para o banco verificar se a alegação de fraude é legítima. Comerciante tem mais margem para apresentar provas de que a venda foi real (nota fiscal, comprovante de entrega, conversa com o cliente). Golpista enfrenta risco maior de ter o pedido negado, já que a análise ganha profundidade. O que fazer na prática Guarde comprovantes — nota fiscal, confirmação de entrega e troca de mensagens com o comprador. Fique atento a notificações do banco — se houver pedido de devolução, você terá mais tempo para contestar, mas precisa responder. Informe sua equipe — quem trabalha no caixa ou no delivery precisa saber que existe esse tipo de golpe e que agora há mais proteção. Por que isso importa para o comércio local O Pix virou o meio de pagamento mais usado no varejo brasileiro. Qualquer loja, restaurante ou prestador de serviço que recebe por Pix estava exposto ao golpe do estorno. A nova regra não elimina o risco, mas dá ao comerciante o que faltava: tempo para se defender. No bood, os estabelecimentos que aceitam Pix ficam visíveis para clientes da região — e agora com uma camada a mais de segurança nas transações.