O barril de petróleo Brent ultrapassou US$ 100 na madrugada desta terça-feira (9), a primeira vez que a marca é rompida desde 25 de maio. Às 6h45 de Brasília, a cotação batia US$ 100,95 — alta de 3,09% em relação ao fechamento anterior. O WTI, referência americana, acompanhava a tendência e operava a US$ 95,24 , com avanço de 2,2%. O que está por trás da alta O gatilho imediato foi a intensificação dos combates envolvendo o Irã. Na véspera (8), o Centcom — comando central das forças armadas dos Estados Unidos — confirmou ataques a petroleiros iranianos. A Guarda Revolucionária do Irã já havia atacado dez navios nas últimas semanas, dois deles americanos, além de disparar mísseis balísticos contra uma base na Jordânia. Ataques houthis à Arábia Saudita e ameaças a terminais no Kuwait e no Bahrein completam o quadro. O Estreito de Hormuz , por onde passava cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás antes do conflito, é o epicentro da tensão. Com três semanas de negociações de paz estagnadas, analistas como Kathleen Brooks, da XTB, projetam que o barril pode se manter acima de US$ 100 por mais tempo. Goldman Sachs, Bank of America e HSBC revisaram para cima suas previsões para o trimestre. Onde o barril encontra o comércio local Petróleo mais caro repercute em cadeia. O diesel que abastece a frota de entregas encarece, o frete sobre mercadorias sobe e, no fim da linha, o custo de operação de mercados, restaurantes e lojas de bairro é pressionado. No litoral paulista, onde boa parte do abastecimento chega por rodovia, o efeito costuma aparecer primeiro no transporte de alimentos e bebidas. Para quem toca um negócio, vale acompanhar a curva dos preços nas próximas semanas e revisar contratos com transportadoras antes que o reajuste chegue à nota fiscal. No bood, os estabelecimentos da Baixada Santista e de outras cidades atendidas estão a um clique — dá para encontrar fornecedores locais e reduzir a dependência de frete longo.