A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou 13 pessoas pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira , de 37 anos, espancado após ser confundido com um ladrão de bicicleta em Copacabana , na madrugada de 11 para 12 de agosto de 2026. O que a investigação apurou Cláudio Rafael, que convivia com transtorno psiquiátrico, foi agredido durante nove minutos com socos, chutes e dezenas de golpes com um objeto de madeira. Ficou agonizando no chão por mais de 30 minutos antes de receber socorro e morreu em decorrência de traumatismo craniano, hemorragia interna e ruptura de órgãos . A bicicleta que ele carregava era da própria irmã. Quem responde e por quê 5 pessoas — homicídio triplamente qualificado (quatro presas, uma foragida). 4 pessoas — atuação ilegal como seguranças. 4 comerciantes — financiamento de segurança privada informal. 1 mulher — fornecimento do objeto usado na agressão. 1 homem — omissão de socorro. A investigação, conduzida pela 12ª DP de Copacabana sob o delegado Angelo José Lages Machado, revelou um esquema de segurança clandestina operando na região — financiado com pagamentos em espécie, sem contrato e sem recibo. O alerta para comerciantes de qualquer cidade O caso expõe um risco que se repete em áreas comerciais: a contratação de seguranças sem treinamento e sem vínculo formal. O resultado pode ser violência desproporcional — e responsabilização penal não só para quem agride, mas para quem financia. Para qualquer empreendedor, o episódio é um lembrete concreto de que segurança clandestina pode custar a liberdade de quem paga a conta.