A Prefeitura de Santos concluiu o desassoreamento do Rio São Jorge , na Zona Noroeste, com a retirada de cerca de 8 mil toneladas de sedimentos e resíduos. Iniciado em julho, o serviço ficou pronto dois meses antes do previsto , segundo balanço divulgado pela administração na sexta-feira (23). Onde foi a obra e quem sente a diferença O trabalho cobriu uma área de aproximadamente 2,2 mil metros quadrados nas proximidades do Parque Palafitas, junto ao Dique da Vila Gilda. O rio recebe a água de quatro bairros e também dos canais das avenidas Jovino de Melo e Roberto Molina Cintra. Com o leito mais fundo, a expectativa é que a água da chuva escoe com mais facilidade nos bairros atendidos: Bom Retiro São Jorge Chico de Paula Santa Maria Além da drenagem, a limpeza ajuda a manter a profundidade necessária para a passagem de pequenas embarcações e a conservar a qualidade da água. Como o lodo saiu do rio A empresa contratada por licitação, a TMK Engenharia, trabalhou com uma balsa equipada com escavadeira. O material retirado do fundo passava por uma peneira com jatos de água, que separava a parte sólida da lama: Sólidos seguiram para um aterro certificado; Lama foi bombeada para geobags — grandes bolsas de tecido geotêxtil que seguram o resíduo e deixam a água escorrer — e, depois de seca, recolhida para descarte. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), o acúmulo vem da combinação de chuva, maré alta e descarte irregular. No meio do lodo apareceram brinquedos velhos, pedaços de móveis e até um colchão. Dinheiro e programa A intervenção custou R$ 2,6 milhões e faz parte do Programa Santos Mais, que reúne obras de macrodrenagem, habitação e tecnologia financiadas por um empréstimo de R$ 574 milhões junto ao CAF, o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe. O que isso tem a ver com o comércio do bairro Para quem tem loja, oficina, mercadinho ou salão na Zona Noroeste, alagamento significa porta fechada, estoque molhado e cliente que não chega. Um rio que escoa melhor é menos dia de prejuízo na temporada de chuvas. E o colchão no fundo do rio é um lembrete prático: descarte de móveis e entulho tem caminho certo na cidade, e quem joga no canal acaba pagando a conta junto com os vizinhos. No bood , você encontra os comércios e serviços da Zona Noroeste e de toda Santos — vale prestigiar quem segura as portas abertas no bairro, faça chuva ou faça sol.