Elas têm 74, 71 e 45 anos e um negócio em comum. Úrsula Kunth, Marlene Costa e Cláudia Shiroma abriram a Três Marias , loja de artesanato no Centro de São Vicente, depois de cerca de dois anos dividindo espaço em ações do Fundo Social de Solidariedade da cidade. Do Quintal de Natal à loja própria O primeiro encontro foi no Quintal de Natal , uma exposição promovida pelo Fundo Social. Depois, as artesãs se reencontraram na Loja Colaborativa do órgão, um espaço em que vários artesãos expunham e vendiam suas peças. Foram cerca de dois anos ali, formando clientela e aprendendo na prática como funciona o comércio. Quando a loja colaborativa encerrou as atividades, a ideia de ter um espaço só delas ganhou força. Marlene puxou o convite e o grupo começou com cinco pessoas. No fim, ficaram as três. O que mudou ao virar negócio Ter loja própria trouxe autonomia, e também mais trabalho. Entre os desafios que as sócias contam estão: montar o espaço: comprar e organizar os móveis, uma etapa que ficou mais leve quando conseguiram parte da mobília sem precisar pagar tudo; produzir mais: além da vitrine, elas abastecem feiras de artesanato e atendem encomendas; aguentar os primeiros meses: Úrsula lembra que o lucro demora a aparecer e que é preciso insistir até ele chegar; dividir a rotina: as três se revezam nos dias de loja para dar conta das outras atividades. Para Marlene, a loja também foi uma virada pessoal. Ela conta que passou por uma fase difícil e encontrou no artesanato e na companhia das amigas um novo ânimo. O que tem na Três Marias peças em crochê , bordado e costura criativa ; oficinas no próprio espaço, como as de velas e de enfeites de Natal; encomendas sob medida. A loja fica na Rua Frei Gaspar, 498, box 6, no Centro , e abre de segunda a sábado, das 9h às 19h . O plano das sócias é crescer e, mais adiante, mudar para um espaço maior. Recado para quem quer começar A dica de Úrsula para outras mulheres que pensam em empreender cabe em três palavras: coragem, força de vontade e persistência. O primeiro resultado raramente vem na primeira tentativa. Por que histórias assim importam para o bairro A trajetória da Três Marias mostra o caminho que muito pequeno negócio percorre: começa numa feira, ganha clientes de boca em boca e um dia vira porta aberta para a rua. Com Natal chegando, comprar presente de quem produz na própria cidade faz o dinheiro girar aqui mesmo. É para dar vitrine a esse comércio de bairro que o bood existe.