Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, se reúnem nesta quinta-feira, 24 de setembro, na Casa Branca, em Washington. Na pauta do encontro estão temas que afetam diretamente a economia brasileira: tarifas comerciais, exportação de terras raras, fluxo do agronegócio e regulação de inteligência artificial. O que está em jogo As duas maiores economias do mundo travam uma disputa comercial que já alterou cadeias de suprimento globais. As tarifas impostas pelos EUA sobre produtos chineses e as retaliações de Pequim mexem com preços de insumos que chegam ao Brasil — de eletrônicos a fertilizantes. Impactos no agronegócio O Brasil é um dos maiores fornecedores de soja, carne e outros produtos agrícolas para a China. Quando as tensões entre Washington e Pequim aumentam, a demanda chinesa por commodities brasileiras tende a crescer, o que pode beneficiar exportadores. Por outro lado, oscilações cambiais provocadas pela incerteza global afetam o custo de produtos importados que abastecem o varejo nacional. Terras raras e tecnologia As terras raras são minerais essenciais para a fabricação de celulares, baterias e equipamentos eletrônicos. A China controla boa parte da produção mundial. Restrições na exportação desses materiais podem encarecer eletrônicos no mundo todo, incluindo no Brasil. O que muda para o comércio local Para o pequeno comerciante da Baixada Santista, o reflexo pode vir no preço de reposição de mercadorias importadas, nos custos de frete internacional e na variação do dólar. Acompanhar esses desdobramentos ajuda a planejar estoques e ajustar preços com antecedência. No bood, manter a vitrine atualizada com valores realistas é o caminho para não perder competitividade quando os custos oscilam.